Unir para não isolar. O papel social da Amizade Macieirense

Apesar de formado em engenharia eletrotécnica na capital, foi nas raízes de granito de Macieira de Alcôba que João Monteiro encontrou o seu propósito. Em conversa com quem o procura, e atual dinamizador do associativismo local, partilha a história de resiliência de uma aldeia que, tendo passado de centenas a poucas dezenas de habitantes, encontra no Centro de Amizade Macieirense o motor para preservar a sua cultura e tradições.

Numa aldeia de granito despovoada, João Monteiro partilhou com os Jovens Repórteres do Ambiente a sua experiência e história no mundo do associativismo. Embora se tenha formado em engenharia eletrotécnica em Lisboa, João é natural de Macieira de Alcôba, situada no concelho de Águeda.

Segundo o João, a aldeia pouco povoada foi inicialmente habitada por 3 casais, que posteriormente alcançou o seu ápice em 1940, com 389 habitantes. Ao longo dos anos a mesma foi decrescendo, chegando a ter 84 moradores no ano de 2021. Atualmente não existem quaisquer registos sobre o seu estado de população online.

Mapa informativo da preparação do milho

A associação Centro de Amizade Macieirense da União de Freguesias do Préstimo e Macieira de Alcôba foi fundada em 1972 e tem como objetivo promover social e culturalmente a população de Macieira e também divulgar a história, cultura e tradições da freguesia. O número reduzido de moradores contribui significativamente para a sua importância, visto que um dos objetivos da associação também consiste em combater o isolamento populacional.

O associativismo engloba dois aspectos muito relevantes, a cultura e a tradição. Deste modo a sede da associação desenvolve atividades conjuntas como: realização de convívios mensais; participação em atividades com outras associações do concelho e do país; atividades para recolha de imagens sobre a história e tradições da aldeia; entre outros.

Eva Oliveira, Mariana Silva, Leonor Carriço, Lara Mendes