Depois da Tempestade, o Plástico, as cores da nossa negligência

A tempestade passou, mas o que ficou para trás não é a limpeza regeneradora que se esperava. Entre o emaranhado de ramos secos e pedras que a maré arrastou, saltam à vista cores que não pertencem à natureza: azuis elétricos de solas de sapatos, verdes de redes de pesca e fragmentos vermelhos de embalagens que o tempo não apaga. As fotos de Ariana e Maria Leonor mostram que a poluição persiste, transformando a nossa praia num catálogo caótico de desperdício humano que a água teima em devolver à terra. Não são as cores do pôr-do-sol, são as cores da nossa negligência.

A tempestade passou, mas o que ficou para trás não é a limpeza regeneradora que se esperava. Entre o emaranhado de ramos secos e pedras que a maré arrastou, saltam à vista cores que não pertencem à natureza: azuis elétricos de solas de sapatos, verdes de redes de pesca e fragmentos vermelhos de embalagens que o tempo não apaga. As fotos de Ariana e Maria Leonor mostram que a poluição persiste, transformando a nossa praia num catálogo caótico de desperdício humano que a água teima em devolver à terra. Não são as cores do pôr-do-sol, são as cores da nossa negligência.

Ariana Ribeiro, Maria Leonor Martins