Tema JRA: Água e Mar

Raízes no Sal, olhos no futuro

Raízes no Sal, olhos no futuro

Entre as linhas geométricas do sal e o brilho refletido da água salgada, cresce silenciosamente a Salicornia ramosissima conhecida como “Sal verde” nas salinas de Aveiro. Símbolo de biodiversidade, resiliência climática e revitalização econômica, que, entre valor ecológico, potencial alimentar e oportunidades económicas, é uma alternativa a revitalização de um território onde a produção tradicional de sal tem vindo a desaparecer, segundo entidades como o CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar).

Bandeira Azul, mais do que um símbolo!…

Bandeira Azul, mais do que um símbolo!…

O Programa Bandeira Azul foi criado em 1987 pela Foundation for Environmental Education, uma Organização não Governamental de Ambiente, sediada na Dinamarca.
Este programa, que desde essa data tem vindo a ser implementado em Portugal, tinha como primeiro objetivo, avaliar praias com boa qualidade da água e gestão ambiental exemplar. O sucesso foi imediato e o Programa ganhou escala, espalhando-se pelo mundo. Hoje, está presente em mais de 50 países, em cinco continentes, e distingue milhares de praias, marinas e embarcações. Portugal é, atualmente, um dos países com mais Bandeiras Azuis por quilómetro de costa, o que demonstra o empenho do país na proteção ambiental.

Bandeira Azul: mais do que um símbolo, um compromisso coletivo

Bandeira Azul: mais do que um símbolo, um compromisso coletivo

Muitos já terão visto uma Bandeira Azul, mas poucos sabem o que ela representa. Por detrás do seu movimento ao vento há um esforço coletivo para proteger o mar, garantir a qualidade da água e promover um turismo mais responsável, com estratégias concertadas por vários agentes, de que é exemplo a autarquia de Oeiras.

O desconhecimento é mais perigoso que o mosquito

O desconhecimento é mais perigoso que o mosquito

Recentemente, em Portugal, o pânico perante a expansão do mosquito-tigre (Aedes albopictus) levou ao aterro imediato de um charco numa escola, uma medida drástica tomada por desconhecimento que coloca em causa a sobrevivência destes ecossistemas. Especialistas alertam que esta destruição ignora a biologia do inseto e compromete a segurança das populações ao eliminar os predadores naturais que controlam as pragas. A ação baseia-se no mito de que toda a água é um foco de infeção, quando, na verdade, a eliminação desta estrutura remove a principal barreira biológica contra a propagação de doenças.