“DA HORTA AO PRATO: PRIMAVERA MEDITERRÂNICA” CONQUISTA 2º LUGAR NO CONCURSO ECO-COZINHEIROS 2026

Com o projeto “Da Horta ao Prato: Primavera Mediterrânica”, desenvolvido por alunos e docentes do ensino secundário, o Agrupamento de Escolas de Valongo (AEV) conquistou o 2.º lugar nas Provas Eco-Cozinheiros 2026, uma distinção nacional que reconhece iniciativas inovadoras na área da alimentação sustentável e da educação alimentar.

Inspirado nos princípios da Dieta Mediterrânica, o projeto aposta em refeições sazonais, locais e de baixo impacto ambiental, incentivando o consumo de alimentos de origem vegetal, frutas frescas, leguminosas, cereais integrais e azeite virgem extra e conciliando saúde, tradição alimentar e sustentabilidade ambiental no contexto das refeições escolares.

Neste âmbito, foi sugerido um menu à cantina escolar, composto por um Creme Verde do Mediterrâneo com Crocante de Grão-de-Bico como entrada; como prato principal, “Delícias do Campo Mediterrânico com Arroz Caravela”, acompanhado por uma limonada sustentável preparada com limão e cascas de maçã reaproveitadas. Já a sobremesa recupera uma receita tradicional – as Sopas Secas Mediterrânicas – confecionadas com puré de maçã e frutos secos. O menu evidencia uma preocupação simultânea com a valorização gastronómica e a redução do desperdício alimentar.

Na realidade, o objetivo foi criar uma refeição equilibrada, rica em nutrientes e com teor de sal controlado, valorizando cereais e hortícolas nacionais, como comprovam análises nutricionais. Segundo a equipa responsável, o projeto comprova ainda que é possível disponibilizar refeições saudáveis e sustentáveis a um custo acessível, estimado em cerca de 4,65 euros por aluno.

Mais do que uma alteração na ementa, “Da Horta ao Prato: Primavera Mediterrânica” assume-se como uma experiência pedagógica integrada. Os alunos participam em todas as fases do processo — do planeamento nutricional à confeção das receitas — desenvolvendo competências de literacia alimentar, ambiental e científica.

A metodologia adotada articula critérios nutricionais, económicos e educativos, privilegiando ingredientes locais e sazonais, sempre que possível de produção biológica. O projeto inclui ainda opções alimentares inclusivas, adaptadas a diferentes necessidades, nomeadamente restrições de sal, intolerância ao glúten ou à lactose.

Para além do impacto direto na alimentação escolar, a iniciativa contribui para vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, sobretudo nas áreas da saúde, educação e consumo responsável. A aposta na economia circular — através do reaproveitamento alimentar e da valorização de produtos regionais — reforça igualmente a ligação entre gastronomia, território e sustentabilidade.

Com esta distinção nacional, o AEV consolida o projeto como um exemplo de boas práticas em educação alimentar, demonstrando o papel ativo que a escola pode assumir na promoção de hábitos saudáveis e sustentáveis junto das novas gerações.

Andreia Araújo, Mariana Nogueira, Beatriz Monteiro, Daniel Monteiro