Manutenção do Charco Pedagógico: O Trabalho do Clube Ciência Viva na EBGS

Os alunos do Clube Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio desempenham um papel crucial na manutenção do seu charco pedagógico, garantindo que este ecossistema aquático continue a ser um reservatório de biodiversidade e um valioso laboratório vivo. As tarefas de manutenção realizadas pelos alunos seguiram um planeamento rigoroso, essencial para prevenir a degradação do charco, nomeadamente o processo de eutrofização, que ocorre pelo excesso de nutrientes. É vital a remoção periódica de folhas caídas e outros sedimentos orgânicos. A decomposição excessiva deste material consome o oxigénio da água, o que é prejudicial para a fauna aquática (anfíbios, insetos, etc.). Esta atividade deve decorrer de preferência fora da época de reprodução dos anfíbios (outono /inverno), verificando-se sempre se há larvas nos sedimentos removidos. O excesso de vegetação pode sombrear a água, diminuindo a exposição solar necessária, e aumentar a taxa de decomposição, contribuindo para a eutrofização. Por isso, procedemos a gestão das plantas aquáticas, visando que a vegetação não ocupe mais de cerca de 30% da massa de água. Este controlo é essencial para garantir o equilíbrio e a saúde do charco, permitindo a circulação de luz e oxigénio. A vigilância e erradicação de plantas aquáticas invasoras são tarefas contínuas, pois estas espécies podem desequilibrar rapidamente o ecossistema, competindo com a flora nativa. Os alunos participaram ativamente nestas ações. Aprendem sobre ecologia, a importância dos habitats aquáticos e desenvolvem uma consciência ambiental mais profunda, transformando a teoria científica em prática de conservação. O Clube de Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio