
As tarefas de manutenção realizadas pelos alunos seguiram um planeamento rigoroso, essencial para prevenir a degradação do charco, nomeadamente o processo de eutrofização, que ocorre pelo excesso de nutrientes.
É vital a remoção periódica de folhas caídas e outros sedimentos orgânicos. A decomposição excessiva deste material consome o oxigénio da água, o que é prejudicial para a fauna aquática (anfíbios, insetos, etc.). Esta atividade deve decorrer de preferência fora da época de reprodução dos anfíbios (outono /inverno), verificando-se sempre se há larvas nos sedimentos removidos.
O excesso de vegetação pode sombrear a água, diminuindo a exposição solar necessária, e aumentar a taxa de decomposição, contribuindo para a eutrofização. Por isso, procedemos a gestão das plantas aquáticas, visando que a vegetação não ocupe mais de cerca de 30% da massa de água. Este controlo é essencial para garantir o equilíbrio e a saúde do charco, permitindo a circulação de luz e oxigénio.
A vigilância e erradicação de plantas aquáticas invasoras são tarefas contínuas, pois estas espécies podem desequilibrar rapidamente o ecossistema, competindo com a flora nativa.
Os alunos participaram ativamente nestas ações. Aprendem sobre ecologia, a importância dos habitats aquáticos e desenvolvem uma consciência ambiental mais profunda, transformando a teoria científica em prática de conservação.
O Clube de Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio

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