Viena: O projeto de urbano de adaptação

Pelas imponentes ruas de Viena, os olhos de quem passeia cruzam-se com a imagem de um meio urbano em estado mútuo com a natureza. Numa caminhada ao longo destas ruas carregadas de história, são notáveis os resultados de vários projetos de sustentabilidade que estão a ser praticados desde 1999, que segundo a Forbes, esta cidade distingue-se como “a cidade verde com a maior qualidade de vida”.

Para um turista que olha para a cidade, não pode deixar de se cruzar com um meio urbano em busca de se adaptar às previsões preocupantes de um planeta que se depara com  avisos de que, em 2050, 68% da população mundial irá viver em zonas urbanas. Esta projeção preocupante divulgada pelas Nações Unidas, alerta que será necessário repensar e adaptar as cidades para esta pressão prevista e referindo a importância das “tendências chave da urbanização”. É sobre esta visão que a cidade de Viena tem trabalhado ao longo dos últimos anos para preparar a cidade, onde atualmente residem mais de 2 milhões de pessoas, para as futuras batalhas climáticas e ambientais que irão surgir.

Sobre o abrigo de projetos como o Klimaschutzprogramm, a capital austríaca iniciou um leque de implementações e alterações conscientes que, pouco a pouco, foram tornando a cidade numa zona urbana onde coexiste a natureza. O projeto supra referido, abreviado para KLiP I, esteve em funcionamento de 1999 a 2009. No ano seguinte, em 2010 o seu sucessor, o KLiP II, entrou em atividade até 2020. Recentemente, o programa WieNeu+ é o projeto ativo desde 2021 responsável por “contribuir para soluções ambientalmente amigáveis e orientadas para o futuro”, segundo fontes da cidade de Viena. O trabalho e investimento contínuo na área, segundo o estudo “Greening Vienna. The Multi‐Level Interplay of Urban Environmental Policy–Making”, foi extremamente eficaz na eficiência energética, na transição para transportes limpos e na redução de emissões per capita.

Diogo Martins