Restos que se transformam em sustento – Compostar é dar vida aos biorresíduos.

Na Gafanha da Nazaré, a compostagem está a tornar-se um hábito cada vez mais comum entre os moradores. Esta prática simples ajuda a reduzir o lixo e, ao mesmo tempo, a melhorar a qualidade dos solos.

No decorrer da campanha “Compostar é dar vida aos biorresíduos”, a Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré entregou 54 compostores aos residentes desta cidade que aderiram à campanha. Iniciativas deste género são fundamentais para promover hábitos mais sustentáveis junto da população, reduzir a quantidade de resíduos enviados para aterro e incentivar a uma maior consciência ambiental na comunidade.

Compostor onde restos de alimentos e resíduos do jardim são transformados em composto natural

A compostagem é uma técnica desenvolvida através de um processo biológico de reciclagem de matéria orgânica que, com uma ação combinada de organismos e microrganismos, transforma os resíduos biodegradáveis de origem vegetal, animal ou mineral em composto orgânico. Esse produto resultante, também conhecido como adubo, é rico em nutrientes e pode ser usado para aplicação direta no solo. 

“Na Gafanha da Nazaré, a compostagem assume um papel particularmente relevante, uma vez que contribui para uma gestão mais responsável dos resíduos produzidos na freguesia e para a valorização dos recursos naturais. Ao incentivar os cidadãos a separar e reaproveitar os resíduos orgânicos, promove-se uma cultura de sustentabilidade que beneficia toda a comunidade”, refere o atual presidente da Junta de Freguesia da Gafanha da Nazaré, José Falcão Arvins. Acrescenta que “é com satisfação que vemos iniciativas escolares a abordar temas tão importantes como a compostagem e a valorização dos resíduos orgânicos, contribuindo para a sensibilização da comunidade para práticas mais sustentáveis”. 

A campanha de distribuição de compostores teve um impacto positivo nesta freguesia. Para além de contribuir para a diminuição dos resíduos domésticos sensibilizou os cidadãos para a importância da economia circular, ou seja, dar uma nova vida aos biorresíduos, através da reutilização dos resíduos orgânicos como fertilizante natural.

Cândido Casqueira, um dos moradores da Gafanha da Nazaré que aderiu a esta campanha, explica como procede para obter o composto. “Ponho uma camada de raminhos secos com um pouco de areia. De seguida, uma camada verde, podem ser restos de relva, cascas de fruta, de batata, de legumes. Cerca de três meses depois, o adubo está pronto a ser utilizado. Adubo a minha horta com este composto. Coloco por cima da terra ou por baixo, antes de fazer a minha plantação”.

“O feedback por parte dos cidadãos que receberam os compostores foi positivo. Muitos participantes demonstram satisfação por poderem contribuir para a proteção do ambiente e referem que a compostagem é uma prática simples de implementar no dia-a-dia. Além disso, vários utilizadores destacam a utilidade do composto produzido para jardins e hortas, o que reforça a continuidade desta prática”, diz José Falcão Arvins.

Cândido Casqueiro explica: “Sinto que estou a cuidar do ambiente e reaproveito os restos de alimentos e outros materiais. Estou a contribuir para reduzir a quantidade de lixo que vai para os aterros e ganho um adubo natural para fertilizar a minha horta”.

Cândido Casqueira mostra com orgulho a sua horta adubada com composto natural