Realizou-se, no dia 16 de abril, a sessão de abertura, que contou com a presença do diretor, Dr Artur Passos, e da representante do município no conselho Eco-escolas, Dra. Ana Silva. Decorreu no átrio da escola, local onde se encontra patente a exposição até ao dia 16 maio.

Integrada no desafio “Wetlands – um tesouro a conservar” do programa Eco-Escolas, na exposição “A história do charco em 4K”, os alunos, Isabelly Silva, Inês Santos, Eduardo Almeida e Gabriel Almeida, da turma 1201 apresentam, através da fotografia, um olhar atento sobre a biodiversidade do charco e a importância dos seus ciclos naturais. As imagens revelam detalhes muitas vezes invisíveis no quotidiano, convidando o visitante a descobrir a complexidade de um ecossistema aparentemente simples.

O charco nasceu da iniciativa e do trabalho conjunto de alunos e professores, no âmbito do programa Ciência Viva na Escola, em janeiro de 2023. Desde então, tem vindo a afirmar-se como o eixo de uma dinâmica educativa centrada na observação direta da natureza e na aprendizagem ativa.
Presente na sessão de abertura, a coordenadora do Clube Ciência Viva na escola, professora Carla Antunes, explicou que para além da componente científica, o charco tem sido também um ponto de partida para ações de sensibilização ambiental, envolvendo alunos dos diversos níveis de ensino, estendendo-se também a parceiros internacionais, no âmbito do programa Erasmus+. Paralelamente, o projeto tem sido divulgado em eventos científicos e educativos, contribuindo para a promoção da escola e para a partilha de boas práticas, como a participação na “Noite Europeia dos Investigadores”, Fóruns Ciência Viva e até formação de professores.

O diretor da escola, Dr. Artur Passos, reconheceu a importância pedagógica do charco, dentro e fora da escola, e definiu a exposição como “…um testemunho do rigor científico e do compromisso ambiental que define a nossa identidade escolar.”

“O charco fez-nos perceber a importância da preservação e recuperação das zonas húmidas e que, pequenas ações podem ter um grande impacto”, partilhou a Inês, uma das alunas envolvidas. Acrescentou que participou na construção do charco, enquanto aluna do 9º ano e que, ao longo do tempo observou a sua evolução para um ecossistema rico e diversificado, onde é possível observar diferentes espécies de seres vivos, alguns com estatuto de conservação, como o nenúfar anão (Nymphoides peltata). Realçou a sua importância na escola, não só como um elemento da paisagem escolar mas, também, como objeto de estudo, investigação e reflexão.
Um pequeno espaço, mas um grande impacto!
A construção do charco pedagógico na escola, está alinhado com a Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas, sublinhando a importância da conservação de zonas húmidas, mesmo à pequena escala e, mostra que a proteção da biodiversidade pode começar em espaços simples e próximos. Mais do que um projeto, tornou-se uma experiência transformadora, onde os alunos assumem um papel ativo na construção do conhecimento e na defesa do ambiente.
Num mundo onde os ecossistemas estão sob crescente pressão, iniciativas como esta revelam que o futuro pode começar num pequeno charco — desde que haja quem o observe, o compreenda e o queira proteger.

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