Construir um charco no recinto escolar é uma excelente ferramenta pedagógica, mas a sua preservação exige uma atenção constante que vai muito além de olhar para a água. Em entrevista, o especialista Jael Palhas defende que as escolas devem realizar amostragens regulares para identificar os “grupos funcionais” de fauna e flora locais. O segredo, segundo o investigador, está em garantir a presença de predadores naturais, como as libélulas e os coleópteros, que controlam biologicamente as populações de mosquitos. Quando este equilíbrio falha, seja pela ausência destes predadores ou pelo excesso de matéria orgânica (como a queda de folhas no outono), o charco degrada-se, transformando-se no ambiente ideal para o desenvolvimento de larvas de espécies indesejadas, incluindo o mosquito-tigre.
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