Ao longo do recinto, os festivaleiros têm contacto com diferentes formas de sensibilização ambiental. Existem ecopontos distribuídos por várias zonas do espaço, pontos de abastecimento de água, sinalética informativa e ações promovidas por entidades parceiras, como a Sociedade Ponto Verde e a Valorsul. A divulgação das medidas de sustentabilidade é também realizada através das redes sociais e do site oficial do festival. Embora os responsáveis tenham referido a utilização de mensagens nos ecrãs do recinto, estas não se destacaram de forma significativa durante a visita realizada.

Gabriela Cunha, analista de sustentabilidade Rock in Rio
Durante as entrevistas realizadas pela equipa dos Jovens Repórteres para o Ambiente, os responsáveis pela sustentabilidade explicaram que a comunicação é um dos pilares da estratégia ambiental do Rock in Rio Lisboa. Segundo Gabriela Cunha, analista de sustentabilidade do festival, o lema “Por um Mundo Melhor” orienta muitas das ações de sensibilização desenvolvidas antes e durante o evento.
Uma das iniciativas mais divulgadas nesta edição foi o Sistema Volta, que incentiva a devolução de embalagens em pontos de recolha específicos espalhados pelo recinto. Para além de promover a reciclagem, esta iniciativa tem também uma vertente solidária, uma vez que o valor associado à recolha das embalagens reverte para os Bombeiros de Lisboa.
Apesar do investimento na divulgação destas medidas, as entrevistas realizadas aos visitantes revelaram que nem todos conheciam algumas das regras e iniciativas do festival. Alguns festivaleiros desconheciam, por exemplo, as condições de entrada de garrafas reutilizáveis ou a existência de determinados sistemas de recolha e reciclagem. Esta situação demonstra que disponibilizar informação nem sempre é suficiente para garantir que a mensagem chegue efetivamente a todos.

Dina Isabel, produtora do grupo Renascença
Apesar do investimento na divulgação destas medidas, as entrevistas realizadas aos visitantes revelaram que nem todos conheciam algumas das regras e iniciativas do festival. Alguns festivaleiros desconheciam, por exemplo, as condições de entrada de garrafas reutilizáveis ou a existência de determinados sistemas de recolha e reciclagem. Esta situação demonstra que disponibilizar informação nem sempre é suficiente para garantir que a mensagem chegue efetivamente a todos.
Os meios de comunicação social presentes no evento desempenham também um papel importante neste processo. Em entrevista, Dina Isabel, do grupo Renascença, afirmou que os jornalistas funcionam como uma espécie de “megafone”, ajudando a transmitir boas práticas ambientais a milhares de pessoas. Na sua opinião, as figuras públicas presentes no festival podem igualmente contribuir para sensibilizar o público através do exemplo.
Rubén Matos, jornalista da SIC e antigo Jovem Repórter para o Ambiente, considera que a comunicação social tem uma responsabilidade importante no combate à desinformação. Segundo explicou, os meios de comunicação devem dar destaque a temas concretos e próximos da realidade dos visitantes, como a gestão de resíduos, a reciclagem ou a pegada ambiental dos grandes eventos.
Numa curta entrevista realizada, Cristiana Reis, jornalista da SIC, presença regular na cobertura do festival, verifica que as questões ambientais são um ponto de grande destaque não só na divulgação prévia do festival, como também na cobertura jornalística que ocorre ao longo do mesmo.
As preocupações ambientais estão igualmente presentes nos bastidores do festival. De acordo com os entrevistados, diferentes equipas e organizações envolvidas no evento procuram adotar práticas mais sustentáveis no seu trabalho diário, nomeadamente através da utilização de materiais reutilizáveis e da redução de resíduos produzidos durante os dias do festival.
As entrevistas realizadas mostram que o Rock in Rio Lisboa tem apostado fortemente na divulgação das suas iniciativas ambientais. No entanto, o facto de alguns visitantes desconhecerem determinadas medidas demonstra que a comunicação continua a ser um desafio. Informar um público tão vasto e diversificado nem sempre é uma tarefa fácil.
A sustentabilidade não depende apenas das medidas implementadas, mas também da forma como estas são comunicadas. Quanto mais informadas estiverem as pessoas, maior será a probabilidade de adotarem comportamentos responsáveis. No caso do Rock in Rio Lisboa, a comunicação revela-se uma ferramenta essencial para transformar boas intenções em ações concretas e contribuir para um festival mais sustentável.

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