Reciclar na Escola, Proteger o Planeta
Na Escola Profissional de Campanhã, na cidade do Porto, os alunos assumem um papel central no processo de separação e reciclagem de resíduos, no âmbito do Jovens Repórteres para o Ambiente. Após a verificação dos materiais recolhidos, os resíduos são acondicionados e encaminhados para os ecopontos, contribuindo para a recolha de mais de uma tonelada anual destinada aos contentores amarelo, verde e azul. Um trabalho conjunto que começa na escola e continua em casa, tudo pelo planeta.
Data Centers debaixo d’água, uma solução ou um problema?
A China está a transformar o fundo de um de seus mares numa infraestrutura de computação de alta escala. Ao contrário dos centros de dados tradicionais, que consomem uma quantidade impressionante de água doce, o novo complexo em Lin-gang utiliza a temperatura natural do oceano para refrigeração. Esta aposta na “economia azul” promete uma eficiência energética inédita, mas levanta questões críticas sobre o impacto térmico nos ecossistemas marinhos e a viabilidade de manutenção a longo prazo.
Praia de Matosinhos: um perigo “invisível” para a Saúde Pública
A Praia de Matosinhos, num concelho com quase 200.000 habitantes, é frequentada por milhares de banhistas nos dias mais quentes do verão, sobretudo pela facilidade no acesso ao transporte público, proximidade a zonas populacionais e infraestruturas circundantes.
Contudo, nos últimos anos, têm vindo a intensificar-se as interdições a banhos por motivos maioritariamente microbiológicos, de forma a proteger a saúde pública. Por esse motivo, a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) está a ponderar não atribuir o estatuto de “Zona Balnear” a esta praia, no verão de 2026.
Manutenção do Charco Pedagógico: O Trabalho do Clube Ciência Viva na EBGS
Os alunos do Clube Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio desempenham um papel crucial na manutenção do seu charco pedagógico, garantindo que este ecossistema aquático continue a ser um reservatório de biodiversidade e um valioso laboratório vivo.
As tarefas de manutenção realizadas pelos alunos seguiram um planeamento rigoroso, essencial para prevenir a degradação do charco, nomeadamente o processo de eutrofização, que ocorre pelo excesso de nutrientes.
É vital a remoção periódica de folhas caídas e outros sedimentos orgânicos. A decomposição excessiva deste material consome o oxigénio da água, o que é prejudicial para a fauna aquática (anfíbios, insetos, etc.). Esta atividade deve decorrer de preferência fora da época de reprodução dos anfíbios (outono /inverno), verificando-se sempre se há larvas nos sedimentos removidos.
O excesso de vegetação pode sombrear a água, diminuindo a exposição solar necessária, e aumentar a taxa de decomposição, contribuindo para a eutrofização. Por isso, procedemos a gestão das plantas aquáticas, visando que a vegetação não ocupe mais de cerca de 30% da massa de água. Este controlo é essencial para garantir o equilíbrio e a saúde do charco, permitindo a circulação de luz e oxigénio.
A vigilância e erradicação de plantas aquáticas invasoras são tarefas contínuas, pois estas espécies podem desequilibrar rapidamente o ecossistema, competindo com a flora nativa.
Os alunos participaram ativamente nestas ações. Aprendem sobre ecologia, a importância dos habitats aquáticos e desenvolvem uma consciência ambiental mais profunda, transformando a teoria científica em prática de conservação.
O Clube de Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio

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