O desconhecimento é mais perigoso que o mosquito
Recentemente, em Portugal, o pânico perante a expansão do mosquito-tigre (Aedes albopictus) levou ao aterro imediato de um charco numa escola, uma medida drástica tomada por desconhecimento que coloca em causa a sobrevivência destes ecossistemas. Especialistas alertam que esta destruição ignora a biologia do inseto e compromete a segurança das populações ao eliminar os predadores naturais que controlam as pragas. A ação baseia-se no mito de que toda a água é um foco de infeção, quando, na verdade, a eliminação desta estrutura remove a principal barreira biológica contra a propagação de doenças.
Manutenção do Charco Pedagógico: O Trabalho do Clube Ciência Viva na EBGS
Os alunos do Clube Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio desempenham um papel crucial na manutenção do seu charco pedagógico, garantindo que este ecossistema aquático continue a ser um reservatório de biodiversidade e um valioso laboratório vivo.
As tarefas de manutenção realizadas pelos alunos seguiram um planeamento rigoroso, essencial para prevenir a degradação do charco, nomeadamente o processo de eutrofização, que ocorre pelo excesso de nutrientes.
É vital a remoção periódica de folhas caídas e outros sedimentos orgânicos. A decomposição excessiva deste material consome o oxigénio da água, o que é prejudicial para a fauna aquática (anfíbios, insetos, etc.). Esta atividade deve decorrer de preferência fora da época de reprodução dos anfíbios (outono /inverno), verificando-se sempre se há larvas nos sedimentos removidos.
O excesso de vegetação pode sombrear a água, diminuindo a exposição solar necessária, e aumentar a taxa de decomposição, contribuindo para a eutrofização. Por isso, procedemos a gestão das plantas aquáticas, visando que a vegetação não ocupe mais de cerca de 30% da massa de água. Este controlo é essencial para garantir o equilíbrio e a saúde do charco, permitindo a circulação de luz e oxigénio.
A vigilância e erradicação de plantas aquáticas invasoras são tarefas contínuas, pois estas espécies podem desequilibrar rapidamente o ecossistema, competindo com a flora nativa.
Os alunos participaram ativamente nestas ações. Aprendem sobre ecologia, a importância dos habitats aquáticos e desenvolvem uma consciência ambiental mais profunda, transformando a teoria científica em prática de conservação.
O Clube de Ciência Viva da Escola Básica Gonçalo Sampaio
A Surpreendente Borboleta do Medronheiro na Escola Básica Gonçalo Sampaio – Clube Ciência Viva
Numa manhã soalheira, enquanto um grupo de alunos brincava animadamente nos espaços verdes da Escola Gonçalo Sampaio, uma visão inesperada capturou a sua atenção: uma borboleta de cores vivas e asas imponentes.
A sua presença invulgar no recreio gerou de imediato um burburinho de curiosidade e um coro de interrogações: A que espécie pertenceria esta borboleta tão vistosa? E o que a teria atraído para o recinto escolar?
Com olhos atentos, os jovens observadores notaram que a borboleta manifestava uma clara preferência pelos medronheiros existentes no Bosquete da escola. Pousava neles com frequência, numa dança delicada entre as folhas. Esta pista botânica ajudou a desvendar o mistério: a borboleta observada seria, muito provavelmente, a Borboleta-do-Medronheiro (Charaxes jasius), uma das maiores e mais espetaculares borboletas diurnas da Europa.
A sua presença na escola é uma oportunidade de ouro! Levanta questões fascinantes sobre o ciclo de vida das borboletas – a razão pela qual procuram plantas hospedeiras específicas como o medronheiro para depositarem os seus ovos e alimentarem as suas lagartas.
Esta observação inesperada transformou um momento de brincadeira numa pequena aula de campo, onde a curiosidade natural dos alunos se cruzou com a biologia, mostrando que a vida selvagem pode prosperar mesmo nos espaços urbanos, desde que haja um ambiente acolhedor como o Bosquete da nossa escola.
O Clube Ciência Viva da EBGS
Inovação: Robôs de reflorestação.
A Marta é ex-aluna da nossa escola e é cofundadora da Startup Trovador.
“Acreditem nos sonhos, mesmo que eles pareçam completamente fora da caixa, mesmo que pareçam completamente impossíveis.” – mensagem da Marta Bernardino para os jovens.

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