Ep. 1 I Jael Palhas explica como cuidar dos charcos escolares

O biólogo Jael Palhas aponta a monitorização da fauna e a gestão da matéria orgânica como os pilares fundamentais para transformar os charcos das escolas em santuários de biodiversidade, evitando a proliferação de mosquitos. E explica porque os charcos não são um problemas para o combate aos mosquitos, mas pelo contrárioa, para o ecólogo, é uma solução.

Construir um charco no recinto escolar é uma excelente ferramenta pedagógica, mas a sua preservação exige uma atenção constante que vai muito além de olhar para a água. Em entrevista, o especialista Jael Palhas defende que as escolas devem realizar amostragens regulares para identificar os “grupos funcionais” de fauna e flora locais. O segredo, segundo o investigador, está em garantir a presença de predadores naturais, como as libélulas e os coleópteros, que controlam biologicamente as populações de mosquitos. Quando este equilíbrio falha, seja pela ausência destes predadores ou pelo excesso de matéria orgânica (como a queda de folhas no outono), o charco degrada-se, transformando-se no ambiente ideal para o desenvolvimento de larvas de espécies indesejadas, incluindo o mosquito-tigre.

 

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André Oliveira