Quem passa pela zona da Lagoa, mesmo ao lado da Avenida Mestre José Veiga e do International Iberian Nanotechnology Laboratory (INL), já nota a diferença. As velhas estruturas de cimento estão a dar lugar a margens mais naturais, seguradas por muros de pedra arrumada à mão, como mostram os trabalhos que avançam a bom ritmo. Apesar de as obras obrigarem a alguns desvios nos caminhos pedonais durante cerca de dois meses, com avisos já colocados no local para alertar quem ali caminha ou corre,, o resultado final promete, aos bracarenses, ligar o rio à mancha verde que já se estende até à zona da Rodovia.
Mas a requalificação não se faz apenas com pedras e plantas. O grande desafio do Município de Braga passa agora por manter os olhos bem abertos no que toca à qualidade da água e ao controlo do caudal. Isto porque o Rio Este carrega um histórico negro de poluição, com vários alertas e queixas da população nos últimos anos devido a descargas ilegais. Limpar as margens é apenas o primeiro passo; garantir que a água corre limpa e sem ameaças para o ecossistema é a verdadeira meta para que este regresso à natureza seja duradouro.

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