Lixo marinho nas praias portuguesas, uma realidade que as ações de limpeza costeira pretendem mudar
Numa qualquer praia do Norte, quando vemos o azul do mar, ouvimos o barulho das suas ondas e sentimos o cheiro a maresia, imaginamos um ambiente fresco, tranquilo e belo. Este cenário idílico é, no entanto, muitas vezes, rompido pela poluição. A poluição por lixo marinho é um dos problemas ambientais mais visíveis nas praias portuguesas. O movimento Ajude a Limpar a Praia é uma das organizações que há 14 anos, através da realização de ações de limpeza em várias praias do Norte de Portugal envolvendo voluntários, tem vindo a atuar no sentido de promover a mudança desta realidade.
Bandeira Azul, mais do que um símbolo!…
O Programa Bandeira Azul foi criado em 1987 pela Foundation for Environmental Education, uma Organização não Governamental de Ambiente, sediada na Dinamarca.
Este programa, que desde essa data tem vindo a ser implementado em Portugal, tinha como primeiro objetivo, avaliar praias com boa qualidade da água e gestão ambiental exemplar. O sucesso foi imediato e o Programa ganhou escala, espalhando-se pelo mundo. Hoje, está presente em mais de 50 países, em cinco continentes, e distingue milhares de praias, marinas e embarcações. Portugal é, atualmente, um dos países com mais Bandeiras Azuis por quilómetro de costa, o que demonstra o empenho do país na proteção ambiental.
Bandeira Azul: mais do que um símbolo, um compromisso coletivo
Muitos já terão visto uma Bandeira Azul, mas poucos sabem o que ela representa. Por detrás do seu movimento ao vento há um esforço coletivo para proteger o mar, garantir a qualidade da água e promover um turismo mais responsável, com estratégias concertadas por vários agentes, de que é exemplo a autarquia de Oeiras.
O desconhecimento é mais perigoso que o mosquito
Recentemente, em Portugal, o pânico perante a expansão do mosquito-tigre (Aedes albopictus) levou ao aterro imediato de um charco numa escola, uma medida drástica tomada por desconhecimento que coloca em causa a sobrevivência destes ecossistemas. Especialistas alertam que esta destruição ignora a biologia do inseto e compromete a segurança das populações ao eliminar os predadores naturais que controlam as pragas. A ação baseia-se no mito de que toda a água é um foco de infeção, quando, na verdade, a eliminação desta estrutura remove a principal barreira biológica contra a propagação de doenças.

You must be logged in to post a comment.